Além do nariz!
Perdido na noite, perambulando pela cidade
Não tive sorte, de sul a norte, deste meu país
Se por lá vi alguém, nada além, do seu nariz,
O dia se foi, a tarde caiu e, a noite avançou
No peito do que era, que dilacera, inflamou
Nada mas resta, o que manifesta, é essa dor
Que trago no peito, meu jeito de sentir amor
Esse amor que desanda nessa ciranda, sofrer
E mais que tento, a mim somente, entorpecer
Me causa aflição, nessa ilusão, a se definir
Embriagado de amor, nessa dor nela insistir
No pensamentos, aos céus o momento, pedir
A quem nos protege, do mal que rege, impedir
Ao dobrar o joelho, como um espelho mostrar
O que está a frente, infeliz ou contente está
Nesse jogo, o tempo faz pirraça e, tudo passa
Vencido, mas não destruído, vida que não para
Nesse mundo louco, o que se espera é pouco, ver
Que nada é pra sempre, nesse sistema perceber!
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